Psicossomática

SOMOS SERES PSICOSSOMÁTICOS!

Essa expressão poderá chegar a você como uma novidade ou poderá parecer óbvia, quase redundante.

Observando a História da Humanidade, encontraremos diversas correntes de pensamento que se debruçam sobre as questões da interação corpo e mente, seja na Filosofia, Medicina, Psicologia, ou em outras áreas do saber. Existe vasto e rico material para nossas pesquisas.

Nosso convite, aqui, é para que você observe…  Muitas vezes sem nos apercebermos ou questionarmos, nos habituamos a separar mente e corpo, como se isto fosse possível. Outras vezes, atribuímos ao fator psicológico, as causas de manifestações somáticas (sintomas) para as quais não conseguimos encontrar uma explicação comprovada dentro do conhecimento científico, médico.

No entanto, podemos rever e ampliar nossa forma de pensar sobre esse tema, observando que somos influenciados por tudo o que acontece à nossa volta: o clima, a poluição, nossa alimentação, as condições de saneamento do lugar onde vivemos, a água que tomamos, a mídia, nosso trabalho, nossas relações, nossa cultura e nossa educação. Todos esses fatores compõem nossa biografia e nos impregnam, tanto quanto despertam e fazem parte do que define nossa forma de lidar com o que vivenciamos, pensamos e sentimos.

Sendo assim, nosso psiquismo e nosso corpo estão repletos de nossas histórias, nossos afetos e desafetos, nossas lembranças e até o que não nos lembramos, nossa raiva, nossa inveja, os sonhos não vividos, as dores reprimidas, angústias, desejos e nossos potenciais. 

A PSICOSSOMÁTICA PSICANALÍTICA pressupõe que O SER HUMANO É PSICOSSOMÁTICO NA SAÚDE E NA DOENÇA, isto significa dizer que as pessoas devem ser entendidas ou percebidas de forma integral. Corpo e mente “falam” simultaneamente, coexistem indivisamente. Trazem um significado, expressando o que é importante para cada ser humano.

Assim nos diria Dr. Luis Chiozza, médico e psicanalista argentino, profundo estudioso da Psicossomática: “Aquilo que as pessoas calam com os lábios, não só costumam expressá-lo com gestos ou atitudes, como também com o funcionamento de seus órgãos.”.

Você nos acompanhou até aqui, nessa explanação inicial sobre os preceitos que norteiam nossa abordagem.  Podemos, agora, reafirmar: – somos seres psicossomáticos, ou seja, expressamos, psíquica e fisicamente, nossas emoções, sentimentos, e tudo aquilo que compõe nossa história pessoal. Cada doença (sintoma) é linguagem e necessita uma escuta atenta, pois revela algo de vital importância.

A abordagem psicossomática nos permite, assim, acolher cada pessoa como um ser indivisível, ampliar nossa concepção e desenvolver nosso olhar acerca das seguintes questões: “o que representa esse adoecer?”, “o que o paciente nos diz através dele?”, “para que adoeceu dessa exata forma?”

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